O freio do corpo
O sistema nervoso autônomo tem um lado que prepara para a ação (simpático) e outro que favorece o descanso (parassimpático). Respirar devagar ajuda a dar mais espaço para o segundo.
Exercício guiado gratuito
A respiração é a forma mais rápida de conversar com o seu sistema nervoso. Aprenda 6 técnicas, entenda por que cada uma funciona e pratique agora, seguindo um círculo que cresce quando você inspira e diminui quando solta o ar.

Pratique no seu ritmo, sem forçar. Se sentir tontura ou desconforto, pare e volte a respirar normalmente. Não pratique dirigindo nem dentro da água. Em crise ou risco, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).
Pratique agora
Escolha uma técnica e toque em começar. Inspire enquanto o círculo cresce, segure quando ele para e solte o ar enquanto ele diminui.
Por que funciona
O corpo tem um acelerador e um freio automáticos. A respiração é uma das poucas funções automáticas que você também consegue controlar de propósito e, por isso, é uma porta de entrada para o freio.

Toque para comparar o que acontece quando o corpo está em alerta e quando entra em modo de descanso.
Ao inspirar, o coração acelera um pouco. Ao soltar o ar, ele desacelera. Esse balanço natural é maior quando a respiração é lenta, e expirações longas valorizam a parte que acalma.
O sistema nervoso autônomo tem um lado que prepara para a ação (simpático) e outro que favorece o descanso (parassimpático). Respirar devagar ajuda a dar mais espaço para o segundo.
Durante a expiração, o nervo vago tende a desacelerar levemente o coração. Por isso, técnicas em que a saída do ar é mais longa que a entrada costumam trazer sensação de calma.
Respirar perto de 6 vezes por minuto pode aumentar a variabilidade da frequência cardíaca, um marcador associado à capacidade do corpo de se ajustar ao estresse.
Respirar rápido e fundo demais reduz o gás carbônico no sangue e pode causar formigamento, tontura e mais ansiedade. O objetivo é ritmo lento e suave, não encher o pulmão ao máximo.
As 6 técnicas
Escolha uma técnica para ver o passo a passo, por que ela funciona, quando usar e os cuidados. Depois, é só tocar em “Praticar esta técnica”.
Recomendação
Responda duas perguntas rápidas e receba uma sugestão de técnica e de duração.
Antes de começar
Valem para todas as técnicas e fazem diferença já na primeira prática.

Sente-se com os pés no chão e as costas apoiadas, ou deite-se de barriga para cima. Deixe os ombros caírem e solte a mandíbula.
Coloque uma mão no peito e outra logo abaixo das costelas. Ao inspirar, a mão da barriga deve subir mais do que a do peito.
Sempre que possível, inspire pelo nariz: ele filtra, aquece e ajuda a desacelerar o ar. Solte pela boca, com os lábios entreabertos, para alongar a saída.
Não é preciso encher os pulmões ao máximo. Respire de forma suave e silenciosa: o ritmo importa mais do que a quantidade de ar.
No dia a dia
Toque numa situação para abrir a técnica certa já pronta para praticar.
Limites da respiração
A respiração é um ótimo recurso de autocuidado, mas não trata sozinha um transtorno de ansiedade, de humor ou do sono. Vale buscar avaliação quando:


Cuidado individual
Técnicas de respiração ajudam no momento. A avaliação psiquiátrica ajuda a entender por que os sintomas aparecem e a construir um plano de cuidado para o dia a dia. A Dra. Evelin Brandelero realiza acompanhamento individualizado, presencial em Cuiabá e online para todo o Brasil.
Dra. Evelin Brandelero · Médica psiquiatra · CRM/MT 11469 · RQE 8265
Dúvidas frequentes
Respostas rápidas para quem está começando a praticar.